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Festival Laurus Nobilis Music apresenta o seu cartaz para 2019

07.12.18 | PABT

Após a quarta edição que superou todas as expectativas o Laurus Nobilis Music Famalicão (LNMF) continua de vento em poupa apostando em sonoridades mais intensas. Antes do final do corrente ano, a organização apresenta quase na íntegra o cartaz para a edição de 2019, ficando a faltar apresentar somente um Headliner que será dado a conhecer a 15 de Janeiro.
Para celebrar a quinta edição, o LNMF aposta numa maior internacionalização do cartaz, mas como é apanágio do festival, continuará a ter uma sólida frota de projectos nacionais que muito honram o Heavy Metal nacional.

Comecemos pelos nomes internacionais, na edição de 2019 estarão no LNMF oito bandas internacionais, destacando-se desde logo na cabeça do cartaz os Suecos Hypocrisy que se encontram neste momento de regresso aos palcos a percorrer todo mundo e Portugal não ficará de parte. Continuam cada vez mais a ser uma forte referencia no Death Metal a nível mundial. Curiosamente é a segunda vez que vêm a Famalicão. A primeira foi há mais de 25 anos no já “falecido” Cine Teatro Augusto Correia. De certeza que será um concerto memorável pois o nome de Famalicão já não lhes é estranho.
Após inúmeros pedidos pelos seguidores do LNMF para próximos nomes do festival, foi possível requisitar um dos nomes mais aclamados. Os Italianos Fleshgod Apocalypse que directamente de Roma ocuparão o seu justo lugar de Headliner na próxima edição do festival. Após diversas alterações no lineup a curiosidade da actual estrutura da banda é imensa e é sabido que o talentoso e músico de referência Francesco Paoli não deixará nada ao acaso. De momento este mediático talento está encarregado das gravações de bateria, guitarra e voz do novo álbum que irá ser lançado em 2019 e será oficialmente e exclusivamente apresentado em Portugal no Laurus Nobilis.

Soilwork também reforçarão o cartaz do LNMF. Os suecos vêm em data única a Portugal mais concretamente ao Laurus para apresentar o seu novo álbum “Verklighte” que será lançado em Janeiro de 2019. Os veteranos Crematory da Alemanha senhores do Gothic Metal apesar de terem uma carreira de quase 30 anos vão estrear-se em pela primeira vez em Portugal. Vão trazer o mais recente álbum "Oblivion" lançado no mês de Abril do presente ano, mas de certeza que será um concerto que irá percorrer um pouco de toda a carreira da banda. Entombed AD já é um nome que não é nada estranho em Portugal, desde Barroselas, Moita, Porto e até mesmo Loulé chegou a vez destes senhores do Death Metal Sueco voltarem a Portugal e desta vez será no Louro, Famalicão. Contradiction vão fazer o seu sexto espectáculo em Portugal mas este regresso não será apenas mais uma data. A banda de Thrash Metal alemã vem directamente a Famalicão para celebrar com os fans portugueses os seus 30 anos de carreira.
Claro que o LNMF não poderá deixar de ter pelo menos uma banda dos nuestros hermanos. Nesta edição de 2019 serão os Soldier a banda de Thrash Metal de Oviedo, Espanha que de certeza irá satisfazer os muitos Galegos que todos os anos visitam o Laurus Nobilis Music.

Ao nível nacional, Sinistro é sem dúvida um dos nomes que mais tem crescido a nível mundial, após terem percorrido diversos festivais de referência a nível europeu / mundial e inclusive uma tourné europeia com Amorphis. A banda encontra-se ainda na fase promocional do seu mais recente trabalho "Sangue Cássia" e será apresentado na próxima edição festival. O LNMF também vê no Punk Rock uma das suas vertentes, e em 2019 serão os Peste & Sida os representantes deste movimento. Com uma carreira activa desde 1986 e uma discografia de 7 álbuns, teremos o prazer de ter um espectáculo que percorrerá estes mais de 30 anos de historia da icónica banda nacional. O quarteto de Lisboa Analepsy tem crescido rapidamente e é já uma referência mundial no Brutal Death Metal Slam. Após diversos shows nos festivais da especialidade na promoção do seu mais recente álbum "Atrocities From Beyond" e o recente lançamento "The Kraanialepsy Split" chega a vez de estrear esta brutalidade na próxima edição do Laurus Nobilis. Sollar é o projecto mais recente da próxima edição do LNMF, mas apenas como colectivo. Este projecto residente do Porto é formado por uma elite de músicos muito bem referenciados no panorama nacional. Com músicos de The Godiva, Sullen, ex-membros de Oblique Rain, Blame Zeus e até mesmo Heavenwood. Este colectivo veio para ficar e apresenta-nos em primeira mão o seu álbum de estreia que será apresentado no inicio do próximo ano e o LNMF terá o exclusivo dos festivais de verão em 2019. Fundada em 1991 e são o maior nome do Crust nacional, Simbiose. A caminho dos 30 anos de carreira e com várias edições discográficas,  são conhecidos por trazerem o caos à plateia. Um concerto apocalíptico que não passarão despercebido na próxima edição do festival.

Como sempre o Laurus Nobilis terá um leque luxuoso de nomes nacionais que tornarão a próxima edição ainda mais especial. Falamos de Miss Lava, Gwydion, Primal Attack, Tales For The Unspoken, Lyfordeath, Grimlet, Second Lash, Toxikull, Wrath Sins, Wako, Hochiminh ou Humanart. Garantem a versatilidade necessária para agradar a gregos e troianos.

Os bilhetes para o LNMF 2019 podem ser adquiridos em www.laurusnobilis.ptou nos lugares habituais, e têm o valor de 60€ (passe geral) e 30€ o bilhete diário (este só estará disponível um mês antes do festival). Exclusivamente a organização disponibiliza o passe geral a 40€ (oferta limitada).
Até 31 de Dezembro, está disponível um Pacote de Natal do Laurus, (1-Passe Geral, 1-Bag, 1-Pin, 1-T Shirt oficial do LNMF 2019, 1–Sticker, 1-Patch, 1-Postcard, 1-Magnet Sticker). Este pacote pode ser adquirido no site do festival www.laurusnobilis.pt, como informações mais detalhadas do mesmo.

Em meados de Fevereiro através de uma conferência de imprensa, a organização do LNMF irá detalhar todas as informações para o festival que se realiza no final de Julho. Os dias e horários em que as bandas vão tocar, os parceiros do festival, as normas para o campismo e outras informações que serão de utilidade máxima para quem vier visitar o Laurus Nobilis Music Famalicão 2019.

SÓ FALTAS TU!!!!!

Reportagem VAGOS METAL FEST 2018

07.12.18 | PABT

Com Texto de : Margarida Salgado e fotos de: Rafael Catarino/Som do Rock e Davi Cruz/Metal em Portugal

Todas as fotos aqui

 Esta última edição do Vagos Metal Fest trazia novas expectativas com o novo formato. Este ano teríamos mais um dia e mais um palco, uma evolução natural para quem pretende poder colocar o festival na agenda europeia.

 No ano passado cerca de quinze mil pessoas deslocaram- se à 2ª edição. Este ano compareceram cerca de dezoito mil entre os dias 09 e 12 de Agosto.

Vagos Metal Fest foi reconhecido oficialmente como um Eco Evento 2018, com a implementação de vários ecopontos pelo recinto para incentivar a separação de resíduos.

Este novo formato veio reforçar o espírito das férias passadas em família e com a tribo ouvindo boa música. Os quatro dias de concertos foram passados com muito sol, amigos, diversão, cerveja, hidromel e boa disposição. Felizmente o S. Pedro também apoiou esta reunião e manteve as temperaturas toleráveis, apesar de ter ameaçado com alguma chuva, mas que não passariam de uns “momentos refrescantes”. Outra novidade foi a aplicação disponibilizada na página do Facebook  para o telemóvel onde poderíamos ver todas atualizações no decorrer do concerto. Ficou a faltar apenas um pouquinho mais de força no wifi cedido.

Este ano o leque geracional também se tornou mais vasto ao partilharmos esta experiência com um grupo de “veteranos” do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo que em conjunto com a alegria das já muitas crianças presentes provaram que qualquer idade é boa para se começar a ouvir metal e que nesta celebração do género todos são bem-vindos.

O Primeiro dia

BoobyTrap foi a banda selecionada para a difícil incumbência de abertura no palco Starway. A banda que esteve algum tempo afastada voltou recentemente aos palcos com uma energia renovada. Apesar de estar ainda muita gente por chegar, a banda de thrash /hardcore /crossover de Aveiro manteve uma prestação coesa e decidida e um estreito contacto com o público na pessoa de Pedro Junqueiro, como nos apercebemos em “Drunkenstein”, ”o brinde aos bêbados ”, “Fuck Off And Die” e “O Bom, O Mau e o Filho da Puta”, culminando no tributo a Lemmy Kilmister com “Ace Of Spades” já com o público rendido em mosh.

Destroyers of All a banda de progressive/death/thrash metal de Coimbra não quebraram o elo continuando a injetar bastante energia no palco Vagos. Entre a simpatia de João Mateus e a combinação do esmagador death metal com a rigor técnico do progressive e apontamentos de thrash e groove impregnadas na sua sonoridade foi a fórmula perfeita para conquistar o público que aos poucos ia aumentando e rendendo-se a esta fantástica prestação. Como bónus tivemos “Break The Chains” do novo trabalho que nos garante que a banda continua no bom caminho.

hardcore de Linda A Velha chegou ao palco Starway com os Trinta & Um, uma banda que já dispensa de apresentações, numa performance agressiva com a declaração aberta e sentida de apoio à “cena nacional” com Zé Goblin descendo junto ao público visivelmente embevecido pela experiência e o momento de cumplicidade.

Embora a Organização continue a esforçar-se para dar oportunidade a todos os géneros e subgéneros, sonoridades como as dos suecos Insammer continuam a não empolgar o públicoApesar dos inúmeros apelos de Vika Dola que esteve imparável em palco e uma excelente execução técnica, a banda de transfusion metal não conseguiu grande movimento na plateia.

Já Theriomorphic causaram outro impacto. Um nome de peso do death metal nacional que nos apresentou o seu mais recente trabalho “Of Fire and Light”. Numa prestação forte e coesa deambulamos ainda por “Operators Of Triumph” e “Theriomorphic” com um público visivelmente satisfeito.

Orphaned Land é uma banda que conquistou para sempre o coração dos portugueses desde que cá estiveram pela primeira vez e é sempre com muito carinho e entusiasmo que são recebidos. E tanto que haveria para dizer sobre esta banda, começando pela simplicidade e encanto de Kobi Farhi um incansável “guerreiro de luz”, espalhando mensagens de paz e igualdade e terminando naquela fusão sonora perfeita entre a melodia oriental e a “trovoada metálica”. “Unsung Prophets & Dead Messiahs” “Like Orpheus”, “We do not resist”, “In propaganda” e “All is One” foram alguns dos temas que pudemos ouvir em mais um emotivo concerto que é reproduzido numa imensa alegria no público.

Analepsy a banda lisboeta brutal/slam/death metal, apesar de jovem mostrou o seu já conhecido talento musical e brutalidade sonora com uma atuação robusta. “Colossal  Human Consumption”, “The Vermin Devourer” e “Engorged Absorption” foram alguns dos temas em que podemos apreciar a competência desta banda.

Os bavarianos Dust Bolt detonaram o circle pit. A banda de thrash/crossover metal tem uma energia contagiante e fez questão de partilhá-la. Apesar de estarmos à aproximarmos da reta final ainda havia muito entusiasmo e não faltaram crowdsurfing e mosh durante todo o concerto. “Mind The Gap”, “Awake” “Toxic Attack” e “Agent Thrash” mostraram, inequivocamente, a qualidade da banda.

Impera é mais uma jovem banda que começa a “dar cartas”. A banda lisboeta de groove/progressive metal foi a selecionada para encerrar o cartaz deste primeiro dia, após ter ganho o concurso de bandas do Stairway. E fizeram-no com grande nível. Nem nos apercebemos dos 9 pontos no joelho que o mais recente guitarrista David Alves levava tal era o nível de adrenalina e entrega, apesar do aspeto casual e descontraído a que a banda já nos habituou. “Grasp” foi o tema de encerramento. Aguardamos atentamente pelo futuro.

Para os resistentes houve ainda Z-Collective para a “estocada final”.

 O Segundo dia

O segundo dia começou mais cedo com In Vein a subir ao palco Stairway. A banda de Paços de Ferreira entrou com aquela garra a que já nos tem vindo a habituar, agarrando o ainda parco público que retribuiu abrindo o circle pit, respondendo assim aos incontornáveis apelos de António Rocha. Debitando o seu irresistível death/groove metal manteve-nos a todos conectados até ao fim. Revelaram-nos ainda que já se encontram a trabalhar no segundo álbum. Ficaremos à espera!

Mantendo a qualidade do metal nacional seguiram-se Blame Zeus. Com uma sonoridade mais alternativa, a banda mostrou a razão de ter cada vez mais seguidores. Numa atuação irrepreensível e coesa com a envolvente voz de Sandra Oliveira que cria desde logo uma empatia inegável com o público. Tivemos oportunidade de ouvir o novo tema “Déjà Vú” que nos faz ansiar pelo que ainda mais está para vir.

A abrir o palco Vagos tivemos Invoke, a banda de black/beath metal de Oeiras. Trajados e pintados como sempre a rigor prontos para nos presentearem com o seu brutalíssimo black/death atmospheric. Não foi um dos melhores momentos em termos de qualidade de som apesar dos muitos fãs do género presentes. Tivemos ainda a colaboração de Muffy dos Karbonsoul no tema “Hall of Mirrors”.

Voltando ao palco Stairway aguardava-nos Dollar Llama, a banda lisboeta de rock/metal/sludge. Numa atuação intensa e aguerrida conquistaram a assistência que correspondeu com muito mosh. Dado o entusiasmo presente, prevê-se que a banda tenha aumentado o seu já notável grupo de fãs.

Ratos de Porão anteciparam a sua entrada devido a um atraso com o voo dos Masterplan. E como sempre também foram muito bem recebidos aqui em terras lusas. Já todos esperávamos o “doce caos” a que a lendária banda de punk/hardcore/crossover já nos habituou. “Sueco canta sueco, Japonês canta em japonês, Ratos canta em português” e todos cantamos com João Gordo entre tanto mosh e crowdsurfing que nem a sua popular conterrânea conseguiria levantar tanta poeira. “Ratos” gritava a plateia enquanto João Gordo filmava todo o alvoroço. Que “tareia” boa!

Masterplan veio de seguida mostrar a sua arte no power/heavy metal , a banda que foi criada como um projeto paralelo de Helloween, devido a uma insatisfação e incompatibilidade musical entre alguns membros. Presentemente apenas se mantém Roland Grapow. Não foi um dos concertos mais assistidos. Muitos aproveitaram para recuperar do concerto anterior e fazer a pausa para jantar. Não obstante, a banda cumpriu a sua missão.

Os “nossos” Moonspell viriam de seguida, acabadinhos de chegar de Josefov, Praga, onde atuaram no Brutal Assault XXIII. Deste festival vieram também os Municipal WasteConverge e Integrity. Apesar de estarem em tournée do seu recente “1755” tivemos a possibilidade de recordar outros temas como “Em nome do Medo” e a já épica e indispensável “Alma Mater”. Lamentavelmente uma quebra de energia em palco “arrefeceu” o impulso inicial da banda, que acabou por se restabelecer e render-se ao entusiasmo e reconhecimento do público que mostrou o seu apreço e dedicação durante todo o concerto.  

Converse entraram decididos a mostrar toda fibra do hardcore norte-americano. A banda criada em 1990 é reconhecida pelo início da divulgação e interpretação do género metalcore/mathcore. Uma das bandas mais esperadas neste dia. E arrasaram! Com energia para dar e vender e uma intensidade inabalável conquistaram os presentes que retribuíram com bastante movimento no pit. “The Dusk In Us” é o último trabalho e o que teve mais relevo neste concerto.

Cradle of Filth foi sem dúvida o nome que mais fez deslocar os metaleiros a Vagos, quer pela sua vasta legião de fãs, quer pela sua longa ausência nos palcos portugueses. E não desiludiram. Desde o espetáculo visual à qualidade sonora foi uma agradável surpresa para quem não tinha tido oportunidade de os ver ao vivo. Esta banda inglesa também já conta com uma longa carreira e é um nome incontornável do género. Foi um momento de magia para todos os presentes. “You Will Know The Lion By His Claw” foi o tema escolhido para dedicarem aos Moonspell que participaram como convidados especiais na tournée de Cryptoriana - The Seductiveness Of Decay. Infelizmente houve uma nova quebra de energia em palco aquando “Beneath The Howling Stars”. Dani Filth não desmoralizou, desdramatizando a situação com humor.  Terminamos com clássicos como “Dusk and Her Embrace” ou “The Forest Whispers My Name” que foi cantada numa só voz num momento que ficará gravado na memória de todos.

Attic a banda de heavy metal alemã não teve a melhor das prestações. Verdade seja dita, também não é fácil dar seguimento às bandas de peso anteriores. Apesar de toda a sua encenação existiram alguns problemas na harmonização do som dos instrumentos e no tempo em que cada elemento estava. O público aproveitou para recuperar das emoções anteriores.

Serrabulho tem a característica única de conquistar toda a gente. Independentemente da sua sonoridade, o seu elo com o público é tão forte e a sua alegria tamanha que é impossível ficar-se indiferente. Cada concerto é sinônimo de folia e em Vagos foi um festão! E a prova é que o público já aguardava entusiasmado pela banda de grindcore/death metal com almofadas, insufláveis e muita ansiedade. E não era para menos! Parecia que tínhamos entrado numa realidade paralela de party-pool em circle pit. Desde Carlos Guerra em crowdsurfing, em cima de um colchão insuflável, até a uma “procissão” atrás do mesmo à volta do recinto, houve ainda a “almofadada na fronha”, uma guerra de almofadas no pit com a música “ Sweet Grind O’Mine” e uma “Ass of death”. Também tivemos oportunidade de ouvir o novo tema “Pubic Hair in The Glasses”. Fátima Inácio foi chamada para que lhe pudessem prestar homenagem no seu aniversário e assim como Sérgio PascoaPaulo Gonçalves, músicos tradicionais seus conterrâneos e outros amigos convidados foram subindo ao palco para participarem nesta celebração tornando este concerto num momento único em Vagos.

Para terminar contámos com a presença de Abaixo Cu Sistema, a banda de tributo aos grandes System Of A Down. Uma banda bastante reconhecida no género pela sua competência e energia como ficou provado neste concerto com um público imparável.

Quem ainda tinha forças contou com o grande António Freitas para fazer as honras de encerramento das festividades deste dia.


O Terceiro dia

 A abertura deste dia terceiro iniciou mais tarde do que era previsto inicialmente devido a uma alteração de horário resultante da greve dos controladores aéreos em França que impediu a presença dos Dagoba este ano no Vagos Metal Fest, mas ficando desde já a primeira banda a ter a sua presença garantida na próxima edição. Coube esse papel a Lost in Pain, a banda luxemburguesa de heavy metal old school athrashalhado que tem o português Hugo Nogueira Centeno como frontman. Nada entusiasma mais o público do que sentir a satisfação da banda por estar ali e nesse sentido os Lost in Pain sem dúvida que nos conquistaram. Apesar de ainda escassa a plateia, a atuação foi bastante sólida e definitivamente criaram novos fãs.

Os espanhóis Wicked Inc entraram a seguir continuando no género, mas na forma mais clássica. A banda mostrou desde logo a sua simpatia e criaram de imediato cumplicidade com o público que apesar de tudo continuava reduzido. Apesar disso foi uma boa prestação na qual ainda tivemos oportunidade de ouvir alguns temas novos do seu próximo lançamento como “Devil Horns” e “Agony”.

Simbiose é um nome incontornável do punk/crust/grindcore português e isso ficou provado com a movimentação no circle pit durante toda a atuação. Com a habitual intensidade e irreverência em palco, a banda fez levantar a primeira vaga de pó deste dia. “Ignorância Colectiva”, “Acabou a Crise Começou a Miséria ” ou “Modo Regressivo” foram alguns dos temas que desfilaram pelo palco.

Gwydion começaram com um atraso devido a questões com o som que não melhorou durante o concerto. A banda de viking/folk metal subiu ao palco de kilts e pinturas de guerra prontos para dar um grande concerto. E assim começaram a festa a que já nos habituaram onde houve muito crowdsurfing e uma enorme wall of deathproporcional ao talento destes senhores. O concerto terminou com o tema Thirteen Days ( do novo álbum ) e a participação de Muffy dos Karbonsoul.

Os suiços Bolzer apresentaram- se de seguida num excelente concerto de black/death metal com Therry Jones ou KzR a impressionar na sua brutalíssima guitarra de 10 cordas. O público rendeu-se a esta prestação fantástica apesar de visualmente parca. Um poderoso momento.

Na ausência de Dagoba saltamos de imediato para Sonata Artica, a banda finlandesa de power metal. Esta banda é conhecida pelas opiniões serem tão díspares. Apesar da maioria dos presentes serem fãs da banda e  do carisma de Tony Kakko não houve manifestações efusivas por parte do público. Não obstante a banda deu um excelente concerto terminando com a célebre “Vodka”.

O symphonic black metal band não poderia ter sido melhor representado do que com Carach Angren. Estes belgas subiram ao palco e deram um dos melhores concertos desta edição. Com Seregor a demonstrar todas as qualidades de um frontman de excelência e uma componente cénica fortíssima, a banda conquistou de imediato o público presente encantando-o durante toda a performance. Pelo número de pessoas presentes pode-se concluir que a banda já tem um considerável número de fãs em Portugal e que sem dúvida que terá conquistado outros tantos depois desta prestação.

Kamelot com exceção na qualidade de som, mantiveram o nível da interpretação anterior. A banda de Florida é também um nome incontornável do symphonic/power metal com uma versão mais progressiva que torna a sua sonoridade única. Com Tommy Karevik extremamente comunicativo conquistaram de imediato o público e a presença de Lauren Hart (de Once Human) enriqueceu grandemente o concerto. Em “Veil of Elysium”,” Karma” e “Center of the Universe” pudemos ver um público completamente rendido a esta atuação que esteve a ser registada para um DVD a ser lançado em breve.

Enslaved era uma das bandas mais aguardadas e infelizmente o concerto só não cumpriu as expectativas na íntegra devido à decisão da banda norueguesa em testar um novo sistema de munição sacrificando bastante a qualidade do som, principalmente no início do concerto. Mas "Svarte Vidder" (tocado ao vivo pela segunda vez), "Loke", "Gylfaginning" e “Storm Son” fizeram-nos esquecer as dificuldades sonoras e entregarmo-nos até ao último acorde a esta brilhante atuação.

Holocausto Canibal é bastante conhecida pela atuação demolidora e agressiva com que debitam o seu death/gore/grind e em Vagos não foi exceção. O público retribui com mosh mostrando que apesar do terceiro dia ainda era possível encontrar forças para usufruir deste assombroso concerto.

Beyond Strength vieram consumir a restante energia. A banda de tributo aos enormes Pantera teve ainda uma grande e animada audiência durante toda a atuação que terminou com a participação de Muffy dos Karbonsoulem “Walk”.

Os mais resilientes puderam ainda desfrutar a restante noite com Rockline Tribe no after party.

O Quarto dia

O quarto e último dia começou com  Stonerust, a banda stoner/rock de Cascais com Bruno Vale a subir ao palco com a máscara de porco a interpretar “Man & Pig”. Apesar de uma sumida audiência a banda fez uma boa prestação mostrando-se bastante satisfeita por estar presente neste evento de referência.

Os galegos Dark Embrace chegaram de seguida com o seu gothic/doom metal cheio de força, promovendo o seu trabalho “The Call of the Wolves”. Foi uma prestação robusta e entusiasta com uma plateia já mais composta e participativa. Apesar de ser uma banda de qualidade, encontra-se muito “colada” à influência de Amon Amarthficando a faltar um cunho mais pessoal da sua originalidade.

Schammasch foi uma boa aposta como banda escolhida para substituir Sinister que cancelou por motivos familiares. A banda suiça de black/death metal avant garde, envolta de teatralidade mostrou toda a sua autoridade e competência em temas como   “Consensus”. “Metanoia” ou “Chimerical Hope”. Uma atuação irrepreensível!

 Feed The Rhino é mais uma banda que escolheu seguir o seu próprio caminho numa mistura de sonoridades que resulta. Uma amálgama de hardcore/rock/punk/metal servida em full power. Esta atuação foi marcada com Lee Tobin a descer para as grades e a puxar pelas hostes organizando inclusive uma wall of death. A banda inglesa mostrou uma grande energia e conquistou o público presente.

Chegou então a hora do lendário ex- guitarrista dos célebres Manowar, Ross The Boss nos honrar com a sua presença. E que bonita e fantástica receção teve por parte do público. Apesar da atuação ter sido vocacionada para trabalhos mais antigos ninguém se importou com isso. Temas como Blood Of The Kings” ou “Battle Hymns” foram junto com a simpatia e o carisma de Ross, catalisadores para a movimentação enorme de uma plateia visivelmente empolgada que terminou em êxtase com muito crowdsurf em  “Hail And Kill” e Marc Lopes junto ao público.

Integrity apesar de uma sonoridade distinta com o seu hardocore não veio de nenhuma forma abrandar esse movimento. A sua atuação foi pautada de mosh e crowdsurfing do princípio ao fim com uma técnica e performancede excelência. A banda apesar de andar a promover o seu último trabalho, “Howling, For the Nightmare Shall Consume” não deixou de tocar temas mais antigos fazendo uma pequena viagem aos álbuns anteriores. “Hybrid Moments” dos Misfits foi o tema selecionado para fechar este magnífico concerto.

Se já achávamos o público visivelmente participativo e satisfeito com as bandas anteriores, Municipal Waste iria levar-nos ao redline. Nem a chuva que insistiu em cair durante o primeiro tema “Grease Peace” afugentou a enorme multidão que se manteve irredutível. Um colossal moshpit junto com um crowdsurfing que se transformou em wave of death durante todo o concerto foi resposta à descarga de energia que vinha do palco com temas como “You’re Cut Off”, “Slime & Punishment” ,“The Art Of Partying” e “Born To Party”. Tony Foresta esteve bastante comunicativo e bem-disposto e a banda provou ter um elo inquebrável com o público. A sua qualidade assim o permite transformando esta atuação num momento histórico deste festival. Voltem sempre!

Ensiferum, a banda de melodic/folk metal não teve muita sorte na viagem para o nosso país onde chegou sem os seus instrumentos. Graças à Câmara Municipal de Vagos foram disponibilizados outros para que pudessem avançar em concerto acústico. A banda tinha passado por uma experiência semelhante sendo por isso o segundo da sua carreira tendo sido primeiro em França pelo mesmo motivo. Sami Hinkka, brincou com a situação referindo como sendo um dos hobbies da banda. Não podemos deixar de os  felicitar pelo seu profissionalismo, empenho e competência. O público abraçou a ideia e recebeu-a com entusiasmo criando o primeiro mosh acústico em Portugal.  Um concerto memorável e único. Que senhores!

Outros senhores se seguiam para mais um concerto memorável- Suicidal Tendencies e que bom que foi! Outro dos melhores desta edição. Esta é mais uma banda com a característica empática. Independentemente da sonoridade conseguem sempre criar um elo mágico com o público. Mais uma vez voltaríamos a ter o “doce caos” entre moshpit crowdsurfing alimentados por temas como  “You Can’t Bring Me Down”, “Lost Again” e “War Inside My Head” que teve a participação de Tony Foresta de Municipal Waste. Mike Muir que teve acompanhamento vocal do público durante todo o concerto apela para a invasão de palco em “Pledge of  Allegiance” e não poderia ter terminado da melhor forma com dezenas de pessoas a tomar o mesmo de assalto. Foi sem dúvida um teste à sua resistência ultrapassado com sucesso!

Acalmando um pouco a população seguiu-se Memoriam que ao que tudo indica partilharam do mesmo problema de Ensiferum no extravio dos seus instrumentos em viagem optando por tocar com outros emprestados. Contudo a banda inglesa de death metal não deixou de demonstrar toda a sua qualidade. Karl Willets esteve sempre bem-humorado e animado afetando-nos a todos. Apesar da setlist se ter focado apenas em temas da banda é difícil não fazer a sua associação com Bolt Thrower.

E assim caminhamos para a última atuação desta edição cabendo aos Rasgo esta honra. Apesar de ser uma banda recente trata-se de um conjunto de músicos com grande experiência e contam já com um álbum lançado o ano passado,  “Ecos da Selva Urbana”. A sua sonoridade pode ser descrita como thrash metal / crossover e já contam com um número considerável de fãs. Mesmo estando a terminar o 4º dia ainda houve energia para acompanhar Paulo Gonçalves, que não permitiu que ninguém se rendesse, saltando para o circle pit e cantando entre mosh crowdsurfing. E assim acabámos em excelente companhia e em ambiente de festa com temas como “Ergue a Foice ” e “Homem Ao Mar”. Curiosamente este evento viria a terminar com uma cover de Pantera, “Fucking Hostile”. Perfeito!

Para os mais perseverantes havia ainda after party com Distorsion Crew.

Este foi um ano de aprendizagem. O novo formato apesar de resultar trouxe novos desafios. Há que referir que não foi o melhor ano a nível de som, além dos percalços na distribuição de energia que afetaram alguns concertos.

Por outro também não podemos deixar de salientar a excelente equipa de segurança, principalmente junto ao palco que aguentou de forma estoica e bem-disposta a “tareia” destes 4 dias que foi monumental.

Também nós passamos por um momento de aprendizagem em que descobrimos a nossa resiliência. Como diz o velho ditado “quem corre por gosto não cansa” e a prova é que não só sobrevivemos como saímos de coração cheio e um infindável leque de memórias que nos dá vontade de voltar de imediato. Vagos Metal Fest não é apenas um festival de música é um encontro de pessoas que partilham a mesma paixão.

SOMOS TODOS VAGOS!!

Iterum Nata lançam álbum "The Course of Empire" la 14 de Dezembro

07.12.18 | PABT

"The Course of Empire" é o segundo álbum do finlandês artista psych-oculto-folk iterum Nata. O álbum deve ser lançado em Dezembro 2018. Os temas do álbum giraM em torno de filosofia hermética e a relação entre nascimento e morte. O conceito hermético de renascimento está presente em todas as músicas do álbum. Há também significados ocultos e mensagens por trás das músicas para honrar as tradições esotéricas.

Data de lançamento (Finlândia): 14 de dezembro de 2018

Data de lançamento (Internacional): 18 de janeiro de 2019

Etiqueta: Inverse Record´s

Serrabulho divulgam tema e alinhamento de "Porntugal"

07.12.18 | PABT


Os fazendeiros portugueses Serrabulho acabaram de lançar uma música do terceiro álbum "Porntugal (Portuguese Vagitarian Gastronomy)", que será lançada em 15 de Dezembro pelo selo alemão Rotten Roll Rex.
O primeiro single escolhido é o "Dingleberry Ice Cream", uma canção com lyrcs em inglês e Mirandese - a segunda língua oficial de Portugal, falada principalmente por idosos da região da banda - que conta a história de um vendedor de sorvete Family Frost (daí o típico melodia tocada com gaita de foles) que trabalhou em Miranda do Douro (conhecida como parte das “terras frias” de Portugal), que se frustrou com a sua falta de sucesso. Um dia, ele decide "ajustar" a receita do sorvete e, de repente, suas vendas saem disparadas! Ricardo Santos (Gaiteira Velha, Gambuzinos, Trasga, Bizarma e Zaragaitas) toca a gaita de fole na música.

Aqui está a lista de faixas do álbum:
01. Ela bebe leite
02. Ela Fez-me um Grão de Bico
03. Torpedo Fecal
04. Pito Sem Penas
05. Os Tintins do Tintin
06. BBC Wild Life
07. Cagalhão Com Ovo a Cavalo
08. Gelado de Caganetas
09. Sorvete de Dingleberry
10. Tofu au Cu
11. Tomate Pelado


O Porntugal apresenta uma grande variedade de apresentações de convidados. Além da gaita de foles, Ricardo Santos também toca rabel (semelhante a um violino arcaico e descende do rebec medieval), tarota (instrumento de sopro catalão, pertencente à família Oboes), adufe (tambor quadrado português), pandeiro galego e vieiras (conchas de vieira).
Manuel Meirinhos [Galandum Galundaina, Trasgo] contribui com vocais adicionais, amostragem e gaita de foles. Estranho, o chihuahua louco late (muito) na música Os Tintins
Tintim Além disso, vocais adicionais em todo o CD foram fornecidos por Susana Lima e Hugo Picamilho [PadariaGang].


Algumas gravações de campo captadas in loco pelo etnomusicólogo Tiago Pereira e A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria http://amusicaportuguesaagostardelapropria.org/ foram utilizadas no disco.


Com o Porntugal, o Serrabulho centrou-se na herança cultural / musical portuguesa e escreveu um álbum intenso e exótico, com várias camadas que resultam num esforço cada vez mais distinto.


A banda também nota que parte da estética torcida de Serrabulho se origina da mente de duas jovens senhoras: “Susana Catalão, nossa mais querida letrista, escreveu a grande maioria das letras das músicas, apresentando algumas das mais engraçadas histórias, escritas em maneira requintada que nos permite aprofundar cada vez mais em nossa loucura. Enquanto isso, a arte da capa de Marta Peneda tem sido o cartão de visitas da banda. Toda vez que conversamos com Susana e Marta sobre algumas ideias que tivemos, elas retornam para nós com conceitos ainda mais desordenados do que os que inicialmente pensamos ”.


Estes são os espectáculos já confirmados:
29.12.18 - Assembleia do Metal 2018, Pindelo dos Milagres, São Pedro do Sul [PT]
18-19.01.19 - XXXapada na Tromba, Clube RCA, Lisboa [PT]
02.02.19 - Massas Club, Pedrulha, Coimbra [PT]
28.04.19 - SWR, Barroselas Metalfest, Barroselas [PT]
05.07.19 - Resurection Fest, Viveiro [ES]
22.08.19 - Deathfeast ao ar livre, Andernach [DE]